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Dificuldades no porto de Santos

 Caminhoneiros de todo Brasil estão evitando transportar cargas para o Porto de Santos, é um quadro que se agrava a cada dia que passa.

Caminhoneiros de todo Brasil estão evitando transportar cargas para o Porto de Santos, é um quadro que se agrava a cada dia que passa.

Comprovando, estivemos no dia 11 pp no Pátio Rodopark e pudemos constatar o grande vazio com raros caminhões ali estacionados, espaços que em anos anteriores víamos caminhoneiros vindo de todas as regiões do país disputando os melhores lugares no enorme e abarrotado pátio.

Como resposta à tão impactante situação ouvimos dos que, por certas razões, ali permanecem. É uma situação que ano após ano vinha se agravando. Como a demora para carregar ou descarregar no porto causando mais despesas com alimentação e com diárias no estacionamento, para melhor segurança da carga e do próprio caminhão. No insignificante conforto, ali tudo é cobrado! E, passar dias parado, para o caminhoneiro, é muito complicado.

Não há como se esquivar! Ele tem que ficar atento à chamada para o porto, que pode acontecer a qualquer momento, isso força e mexe com o sistema nervoso de qualquer um, principalmente se a espera é por longos dias.

O caminhão não pode funcionar como um seguro depósito para a mercadoria, isso impossibilita o veículo de estar realizando outros transportes e outros ganhos que auxiliariam no pagamento das prestações e manutenção do próprio caminhão e no sustento da família, normalmente à centenas de quilômetros, da qual o caminhoneiro tem poucas notícias.

A crise econômica, que silenciosamente vem assolando a área de transporte tem restringido a produção e dificultado as cargas de retorno, que é o grande apoio financeiro ao caminhoneiro. Voltar ao local de origem “batendo carroceria” é prejuízo garantido.

Está sendo comum ouvir histórias de caminhoneiros que, no desespero, acabam fazendo percursos com até 400 quilômetros, fora da rota, para carregar o caminhão com carga de retorno para sua região. Isto depois de muitos dias de procura e pesquisa junto às transportadoras.
Tudo indica que que a situação poderá se agravar ainda mais. Na contenção de despesas, os próprios exportadores estão evitando o maior porto do país optando pelos portos menores e de menor custo operante como o Porto de Paranaguá e portos da região nordeste.

Ainda bem que temos ali o Rev. Hélio, representante permanente do Projeto Fé na Estrada, amigo certo nas horas difíceis, que com seu largo sorriso tem ouvido as histórias alegres e tristes e dado palavras de incentivo e fortalecimento, sempre oferecendo um presente que pode mudar a vida de cada um – a Bíblia Sagrada, edição especial do Caminhoneiro.
 

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