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Pequenas histrias de caminhoneiros

 Relato do Rev. Hélio, missionário no "Fé na Estrada" - Cubatão.

A cada dia de trabalho missionário temos tido momentos preciosos com os caminhoneiros. Encontros inusitados como aquele com o pai solitário, preocupado com o filho que está distante e enfermo, triste por não estar ao lado dele mas grato pelo fato de estarmos ali, ouvindo seus lamentos e mostrando o amor de um Deus que se importa com ele.

Outro, estressado, por falta de carga e limpando o caminhão com muita raiva, para passar o stress, na conversa que tivemos descobrimos que ele reside na cidade onde minha esposa foi criada, sendo vizinho bem próximo de minha cunhada conhecendo-a muito bem. Ele testemunhou que era grande sua necessidade de ouvir sobre Deus e que tínhamos chegado na hora certa. Foi a abertura para compartilhar que ele podia depositar todo peso de suas preocupações sobre Jesus, que delas Ele promete aliviá-lo.

Mais outro encontro, entre muitos nesse mês, foi com um casal que sempre viajam juntos. Eles estavam na cabine do caminhão aguardando a chamada para se dirigirem ao porto. Quando nos aproximamos perguntando de onde eram e seus nomes, notamos que meio desconfiados procuraram nos despistar. Quando oferecemos a Bíblia, eles ficaram atônitos e desceram para conversar e saber mais sobre o projeto.
A conversa se estendeu por mais de duas horas e ali criamos um grande laço de amizade com aquele casal. Pudemos aconselhá-los e nos colocarmos à disposição nos fins de semana que estivem em Cubatão, nos propondo buscar e levá-los de volta ao pátio para que possam participar dos cultos em nossa igreja. Trocamos nossos endereços para contatos e já estamos nos comunicando e fortalecendo essa grande amizade.

Nesse mesmo dia, almoçando no Restaurante do Posto Aldo, avistei dois policiais rodoviários. Fui até eles, me apresentei, falei do Fé na Estrada e os presenteei com a Bíblia do Caminhoneiro e o NT em Mp3. Eles ficaram muito gratos e testemunharam estar surpresos com esse ministério dizendo sobre a necessidade de um trabalho como esse para os caminhoneiros, classe muito sofredora e carente.

Mas, nem tudo são flores. Outro dia começamos as atividades e logo abordamos dois caminhoneiros que foram solícitos à nossa abordagem, felizes por estarmos ali oferecendo coisas com excelência, no mesmo lugar onde são explorados e humilhados.

Ficamos animados e fomos logo abordando o próximo caminhoneiro perto de onde estávamos. Pensou que fossemos vendedores e, com ênfase e brutalidade, pediu que retirássemos dali porque nada queria e ele não tinha tempo para nos atender. Quando falei que queria presenteá-lo com um exemplar da Bíblia Sagrada ele tornou-se mais arredio ainda e vociferou que detestava quem falava de Deus e que ele tinha sua própria forma de relacionamento direto com Deus. Pediu que não voltássemos a perturbá-lo. Confesso que minhas pernas ficaram trôpegas, ficamos sem graça e nos retiramos dali muito mal. Depois, pudemos refletir sobre a guerra espiritual que acontece diariamente naquele local e o nosso coração se encheu de misericórdia por aquele caminhoneiro.

Reverendo Hélio Araújo Silva – Projeto Fé na Estrada em Cubatão
 

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