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Relatrio Abril - Rev. Hlio (Cubato)

 Relatório do mês de abril dos trabalhos realizados pelo Rev. Hélio Araújo em Cubatão-SP.

TEMPOS DIFÍCEIS
O mês de abril foi um tempo difícil para as transportadoras e caminhoneiros que atuam nos pátios reguladores do Porto de Santos. Motivado pela redução de liberação de cargas, os caminhões eram obrigados a permanecer parados, aguardando por vários dias carga para retornar ao local de origem, visto não compensar voltar com o caminhão vazio.
São nesses momentos difíceis que Deus nos usa para levarmos a Palavra de fé e esperança. No meio do desânimo e das reclamações, justas, por não serem reconhecidos como um dos principais fatores na movimentação da produção nacional; por não receberem estrutura adequada para o exercício do trabalho; pelo alto custo da alimentação; pedágios; combustíveis; estacionamentos e tantos outros itens de despesas, normais e "extras", impostas ao caminhoneiro é que o Senhor nos dá a oportunidade para conversarmos.

A MENTIRA QUE APRISIONA
Muitas vezes acontece de forma inesperada, como quando abordamos o senhor Sebastião de Minas e seus amigos do interior de São Paulo, estacionados há vinte dias aguardando a chegada do navio do Oriente Médio, que levaria a carga dos caminhões-frigorífico. Era hora do almoço, e para fugir dos preços abusivos dos restaurantes, preparam a alimentação na cozinha adaptada nas laterais da carroçaria do próprio caminhão.
Normalmente, é o momento mais produtivo, quando estão bem receptivos e abertos para ouvir a Palavra e instruí-los no Caminho. Em meio à conversa, um deles confessou sua dificuldade em relacionar-se com Deus, ela está na bebida que não consegue abandonar. Foi ai que pudemos dizer que não estavamos ali para acusá-lo, mas para falar que: as áreas que não conseguimos dominar devemos colocá-las nas mãos de Deus, Ele nos ajudará a sermos libertos. Outro caminhoneiro, que estava ao telefone falando com a esposa disse: "estou aqui com um pastor me presenteando com uma Bíblia... nunca vi isso!". Marcamos o Salmo 37:5, para ele ler e meditar sobre o mesmo.

SEMPRE HÁ UMA HISTÓRIA
Cada dia, cada caminhoneiro, cada conversa é uma história de vida que ouvimos e portas que se abrem para falarmos de Jesus. Uma que nos impactou bastante foi com um caminhoneiro de Mato Grosso. Após uma noite chuvosa, o Rodopark coberto de lama, abordamos o senhor Luciano. Nos atendeu muito bem, eram nove e meia da manhã e ele já estava almoçando.
Como o primeiro contato sempre é feito ouvindo as histórias, ali estavamos a ouvir as lamurias e reclamações daquele caminhoneiro sobre a mesquinhez de seu patrão que sempre recusara atender seus direitos, até mesmo sobre férias. Disse que era um homem de bastante idade, muito avarento, ganancioso... e, continuou a falar mal do patrão.
Coincidentemente, se aproximou um outro caminhoneiro pedindo uma ferramenta emprestada, vimos que estava apressado e, para não tomar seu tempo, procuramos somente presenteá-lo com uma Bíblia. Foi interessante, após agradecer, a pressa e o desespero desapareceram, parou e ficou atento à insistência do senhor Luciano a praguejar seu patrão. Ouviu um pouco, e se apresentando pelo apelido de Paraíba, aproveitou "a deixa", para contar sua história: Há muitos anos trabalha com o mesmo patrão, homem idoso que muito o considera. Se sente um privilegiado pela extrema confiança que recebe no seu trabalho, a ponto de ser autorizado a escolher a marca, modelo, cor e a concessionária para comprar o caminhão com o qual iria trabalhar. O patrão ainda nem tinha visto o caminhão que já estava sendo usado e ali à nossa frente.


BÊNÇÃOS DE DEUS
Depois, testemunhou que também atravessou tempos difíceis, principalmente quando sua esposa, a quem tanto amava, o deixou para ir viver com outro homem. Ele ainda insistiu para que a separação não se consumasse, mas isso não aconteceu. Para não prejudicar os filhos, saiu de casa e trabalha com afinco para sustentar seus filhos, um deles adotivo e especial. Vendo o quanto o senhor Luciano foi tocado pela história de Paraíba, só nos restou lermos as Escrituras, orarmos e agradecermos a Deus que, maravilhosamente, faz o apressado parar para estar conosco na obra.
Como normalmente fazemos, naqueles dias visitamos escritórios de algumas transportadoras e pudemos observar no rosto de cada funcionário a tristeza e o desânimo pelo fraco movimento de cargas. Ali, também oramos a Deus pedindo que estivesse fortalecendo e revigorando a esperança de dias melhores na vida de cada um.
Por termos grande vínculo afetivo com a região, nosso sonho e orações têm sido para que nos fixemos com o trabalho naquele local. No sonho, imaginamos um veículo adaptado que tenha uma tenda, mesa, cadeiras, espaço para levarmos mais Bíblias e materiais para evangelismo (hoje, só levamos as poucas Bíblias que cabem na mochila, já que malas ou sacolas ficam difíceis para transportar nos ônibus). sendo formas que possibilitarão um atendimento mais adequado e convidativo.

É GRANDE A SEARA
Com esse pensamento, decidimos permanecer sob o viaduto que cruza um bom espaço do pátio, para observarmos o fluxo de caminhoneiros. Ali, pude notar a concentração de um outro grupo que, também, precisa conhecer Cristo Jesus, são os ambulantes, pessoas que sobrevivem da baixa renda obtida com a venda de produtos aos caminhoneiros que fazem daquele espaço um local adequado para "jogar conversa fora" e realizar "outras atividades", sem a mínima vigilância ou empecilho. Se na claridade do dia há liberdade para muitas coisas não corretas, nossa mente não consegue imaginar as ações diabólicas que possam ocorrem na calada da noite.
Para não criar um clima de desconforto com a nossa presença, Deus tem nos dado a estratégia de nos aproximarmos deles para ouvir suas histórias e, aos poucos, mostrar o lado do bem e o Caminho para de Deus. Despertados do engano que estão envolvidos, prestam atenção e acompanham o raciocínio sobre o amor de Jesus pela sua vida. É o momento em que oferecemos a Bíblia Sagrada - edição especial para o Caminhoneiro, ato que parece ser simples, mas temos presenciado muitas confissões e arrependimento em meio às lágrimas. Quando Deus toca o coração dessas pessoas a emoção aflora e o desejo de mudança é incontestável.

QUANDO A IGREJA VAI DIZER: EIS-ME AQUI?
Diante do extraordinário número de caminhoneiros que circulam diariamente pelos pátios onde atuamos (trêz mil e quinhentos e muito mais nos dias de safra), temos orado insistentemente para que Deus levante mais trabalhadores para essa obra e, juntos, possamos atingir e levar a Palavra de Salvação a muitos caminhoneiros.
 

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