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Viagem Pernambuco

 Este é o resumo da viagem missionária, nesta semana colocaremos mais informações.

Logo que amanheceu a equipe já estava reunida em Batovi (Rio Claro-SP), para partir em direção ao sertão de Pernambuco, era dia 13 de janeiro.

No bagageiro do ônibus: malas, comidas, brinquedos, equipamentos odontológicos e de prótese dentária. Nos bancos, voluntários cheios de esperanças e medos, partiram para “mais uma viagem” ou para “ a primeira viagem missionária”. Um misto de experiências e alegria contagiou o ambiente. E dessa forma, após dois dias de caminhada, chegamos! Era dia 15, e os relógios marcavam 3h30 da madrugada, em Cachoeirinha PE.

É um distrito onde está com um povo batalhador, porém, muito sofrido! Nos informaram que muitos anos atrás, aquela região era composta de rios e lagos com água em abundância, mas que nos últimos 40 anos a seca foi chegando e não sobrou muita coisa. A situação piorou muito nos últimos cinco anos, sem acontecer alguma chuva significativa para o plantio. Fato que causado na região um grande abatimento, poucos postos de trabalho e muita luta.

Após um breve descanso, recompondo as energias, começamos os trabalhos com o culto no próprio domingo à noite, a igreja estava repleta, com gente que tinha no olhar a esperança, e um pouco de timidez. Na nossa fala, procuramos não prometemos nada! Somente que realizaríamos um trabalho sério e honesto, com toda a qualidade possível e, sempre, na dependência do Senhor.

Assim, o fizemos durante toda semana (de segunda a sábado). Pela manhã entramos em todas as casas do povoado, ouvindo, orando, lendo a Bíblia, levando o Evangelho sem medo. Muitas experiências de aceitação e interesse (em outro texto daremos mais detalhes).
É interessante fazer uma ressalva sobre esses encontros. Me perguntaram “Quantas pessoas se converteram? ” E eu disse: “nenhuma! Mas, que muitas estavam disponíveis para o evangelho. Não sei você, que fez a pergunta, mas a maior parte das pessoas que conheço passaram por um processo de conversão, e isso implica que a igreja tem que assumir a responsabilidade de discipular essas pessoas. Senão, a semente lançada não frutificará. ”

Bom, voltando aos encontros, fomos em casas realmente necessitadas, por isso, do alimento que levamos, pudemos compartilhar com o preparo e entrega de cestas básicas. Havia gente que só tinha “água com açúcar” para passar o dia, outros, “meio saquinho de feijão” e assim por diante, numa grande penúria. Cada família, ao receber a cesta básica, se derramava num misto de agradecimento, emoção e até choro.

À tarde, realizamos a Escola Bíblica de Férias. Com a média de crianças participantes superando 150, que receberam com entusiasmo o evangelho, apregoado de forma clara e objetiva, através de músicas, histórias, brincadeiras, e ainda puderam se divertir com a apresentação de palhaços e ginastas.

Enquanto uma equipe se dedicava a essas atividades, outra estava cuidando da saúde bucal das pessoas, com resultados surpreendentes, mais de 200 pessoas foram atendidas, num registro superior a 700 procedimentos, realizados em apenas 5 dias, também pudemos participar da felicidade de 42 pessoas que receberam próteses dentárias.

Junto a esses trabalhos, foram realizados dois cursos profissionalizantes: Corte de Cabelos (masculino e feminino) e Borracheiro. A frequência nestes cursos nos alegrou, mas em alguns momentos nosso coração ficou partido. Houve um rapaz, que foi no primeiro dia do curso e faltou no segundo. Quando ele voltou, disse que faltara porque havia conseguido um “bico” e não poderia perder a chance de levar algum dinheiro para casa. A necessidade de levantar algum valor para o sustento da casa é extremo, felizmente, os que participaram dos cursos terão novas oportunidades de trabalho e ganhos.

Visitamos também casas mais distantes, na zona rural. Pessoas simples e abertas ao evangelho foi o que encontramos.

Na realização dos cultos noturnos, era grande a presença e participação da população.

Acredito que conseguimos muito além dos nossos objetivos. Nos tornamos simpáticos aos vizinhos e aos que participaram do trabalho, pregamos o evangelho em todas as casas e o agir de Deus foi sentido por todos da equipe.

Partimos de lá no dia 22 e chegamos em Batovi no dia 24 pela manhã. No dia 25, nos maravilhamos com a grande notícia, que todos esperavam: Deus mandou chuva para o sertão!

Ore por esse povo, aqueles que receberam a Bíblia, a mensagem, aqueles que foram treinados, atendidos, ensinados. Ore pela igreja, pela vida do obreiro Adaécio.

Ore para que as sementes frutifiquem, para que haja chuva na região e que as pessoas possam viver com dignidade, na terra que tanto amam.

Envolva-se com projetos sérios, seja ousado com sigo mesmo, dê 10 dias de suas férias para atender pessoas que realmente precisam.

Já estamos planejando nossa próxima viagem, você vai ficar de fora?

Até lá

Rev. Leonardo
 

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