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O que Deus pode realizar atravs de uma vida?

 O primeiro missionário da Igreja Presbiteriana do Brasil.

Essa pergunta sempre me vem à mente quando o assunto é Missões. A História da Igreja está repleta de personagens que doaram suas vidas em prol da obra de Deus e aparentemente não realizaram muitas coisas. Mas, para alguns Deus resolve ser muito generoso e permite que vejam os frutos do trabalho.

Quando pensamos na Igreja Presbiteriana do Brasil, não podemos nos esquecer do jovem Ashbell Green Simonton, que aos 27 anos chegou ao Brasil para uma enorme tarefa. Veio como missionário, movido pela convicção de que as pessoas da América do Sul precisavam ouvir o genuíno Evangelho de Jesus Cristo.

Acredito, particularmente, que ele não esperava e nem imaginava que um dia seus esforços levassem tantas pessoas a Cristo. Isso eu digo, porque vemos a consciência humilde e de servo em seu diário. Sempre reforçando que precisava “renovar sua consagração”, “busca a renovação de sua vocação” e “a consciência de amor àqueles a quem pregava”.

Simonton desembarcou em um Brasil imperial, com restrições ao culto e com várias dificuldades. Por isso, seu trabalho inicial foi lecionar inglês e pregar a imigrantes. Com o passar do tempo realizou a primeira escola dominical em sua casa em 22 de abril de 1860, já em português. Quanto ao aprendizado da língua não lhe era difícil, visto que já havia lecionado latim, francês, alemão e italiano (1852).

Depois de quase dois anos sozinho no Brasil chegou o reforço para o trabalho, o seu cunhado Rev. Blackford e sua irmã Lilli, nos anos seguintes muitos outros vieram para colaborar no campo missionário.

Nos anos seguintes as realizações foram muitas: Fundaram a Igreja Presbiteriana do Rio de Janeiro (1862); e o primeiro jornal evangélico do Brasil, a Imprensa Evangélica (1864); organizaram o Presbitério do Rio de Janeiro (1865) e a fundação do primeiro Seminário teológico (1867), grandes realizações para 8 anos de ministério.

Podemos pensar que tudo foi bom para esse servo de Deus, mas existem coisas que não podem ser explicadas, em 1863 ele se casou com Helen Murdoch, e no ano seguinte receberam a grata notícia da gravidez. Contudo, após o nascimento da pequena Helen, sua mãe veio a falecer 9 dias após.

Nesse momento dramático lemos as palavras de Simonton em seu diário: “Deus tenha piedade de mim agora, pois águas profundas rolaram sobre mim”.

Mas, com força descomunal esse servo de Deus seguiu adiante e realizou o trabalho incansável de alguém que se dispõe nas mãos do Altíssimo.

Nos últimos meses do ano de 1867 Simonton adoeceu abatido pela febre amarela e veio a falecer em 09 de dezembro deste ano.


A Igreja que ele iniciou no Brasil sempre tem tido a mesma chama missionária, apesar dos pesares. E com isso a pergunta inicial: O que Deus pode realizar através de uma vida? Recebe uma bela resposta: Ele pode fazer muito! Hoje, após 156 anos são incontáveis as conversões, transformações de vida, ações de amor, tudo porque Deus escolhe pessoas simples e obedientes para trabalhar no seu Reino.
A disposição de uma única pessoa pode transformar a vida de muitos. Simonton, certamente não aceitaria que olhássemos para ele como um modelo a ser seguido, pelo contrário ele apontaria o Mestre e nos convidaria a ser submissos às ordens dele. Que nossa disposição seja toda e sempre para o Senhor Jesus Cristo.

Rev. Leonardo Veríssimo
 

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