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AS OLIMPADAS RIO 2016 ACABARAM

A abertura das Olimpíadas Rio 2016 foi capaz de evocar em muitos brasileiros um orgulho patriótico adormecido. Até aquele momento um pessimismo generalizado, uma desconfiança completa e uma profunda sensação de que não era o momento do mundo voltar a sua atenção para o Brasil. A sociedade se arrastava exausta econômica e politicamente. A imprensa era nutrida apenas por notícias que expunham a crise e o caos nacional.
Os jogos começaram e todos se surpreenderam com a qualidade da estrutura física e com o preparo das equipes que trabalharam para acomodar o maior acontecimento esportivo da terra. Os brasileiros e, especialmente, os cariocas estão radiantes por perceber que tudo ocorreu tão bem no país das gambiarras e dos jeitinhos.
Ao observar este evento que chancelou a capacidade de promover espetáculos para o planeta, surge a pergunta: o que falta para esta prática permear o dia a dia dos brasileiros? Parece que existe um abismo intransponível entre a vila olímpica e as incontáveis vilas e comunidades que alojam os filhos desta nação. O que fazer para diminuir esta discrepância?
A resposta é oferecida por Jesus Cristo. Ele observa o comportamento dos líderes religiosos da sua época e pontua distorções que estão entranhadas na cultura brasileira. Uma delas é a capacidade de viver como atores, onde o que é visto por todos não corresponde aos fatos. Uma dicotomia dotada da habilidade de esconder as mazelas internas e encenar o irreal para uma plateia que já se adequou ao jogo das aparências. O texto que melhor descreve esta realidade está em Mateus 23. 27: “Ai de vocês, mestres da lei e fariseus, hipócritas! Vocês são como lápides das sepulturas: bonitos por fora, mas por dentro estão cheios de ossos e de todo tipo de imundície. ”.
A alegria experimentada nos jogos olímpicos ou nos diversos eventos culturais tem data e hora para terminar e os expectadores são convidados a sair do mundo da fantasia e voltar para o árduo cotidiano. Uma vida real e coerente, destituída de enganosas encenações é possível apenas quando indivíduos, famílias e sociedades se deparam com a verdade do evangelho e se submetem ao cuidado e pastoreio do Espírito Santo.
A proposta que Deus oferece por meio de seu filho Jesus Cristo não depende das megaestruturas para produzir um período de alívio e paz, afinal, jorra internamente e gera a alegria que excede a todo entendimento. Os jogos olímpicos acabam hoje, mas para os fiéis em Cristo Jesus, a vida abundante e a paz real permanecem para sempre.
Rev. Alexandre Rodrigues Sena (ipgavea.org/ – Rio de Janeiro-RJ)
 

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