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Longas filas no cais de Santos

Caminhões carregados com grãos que seguem em direção aos terminais do Corredor de Exportação, do Porto de Santos, formaram longas filas na Avenida Mario Covas, via de acesso às instalações, na Ponta da Praia, na quinta-feira passada (17). Alguns caminhoneiros estavam agendados para descarregar na quarta feira e, até a tarde de quinta-feira (17) ainda não haviam realizado a operação. Segundo a Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), o trânsito foi causado pelo volume excessivo de veículos em direção ao terminal da ADM do Brasil.
Em alguns momentos, apenas uma das faixas de rolamento de uma das pistas da avenida estava disponível para o tráfego urbano. Agentes da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) foram chamados para impedir a obstrução da via.

A Docas acionou seu Plano de Contingenciamento, remanejando o fluxo de veículos ao longo da cadeia logística. Mas, de acordo com a Autoridade Portuária, não houve bloqueio completo no tráfego tanto ao longo da Avenida Mario Covas, como nas vias transversais. Por este motivo, o terminal não foi autuado.

Desde 2014, todo caminhão que chega ao Porto dois dias antes ou dois dias depois do período agendado para carga ou descarga é considerado um veículo infrator. Conforme resolução da Docas, o terminal que desrespeitar a norma de agendamento e causar congestionamento pode ser multado de R$ 1mil a R$ 2 mil por caminhão irregular.

Também está previsto que as instalações serão multadas em R$ 10 mil ou até R$ 20 mil por veículo que interromper o trânsito portuário.
O grande problema fica com quem é de fora, sem saber o que fazer e nem onde estacionar. É o caso dos caminhoneiros Duvanir Rossim e Cristiano Roberval. Os dois carregaram seus caminhões com soja, em Pederneiras, no interior paulista, perto de Bauru. Com previsão de descarga atrasada em mais de 20 horas, o jeito era esperar. “A verdade é só uma. Eu não sei quem inventou esse agendamento. Normalmente, carrego açúcar e também não funciona. Estou com a carga no caminhão desde terça-feira (15). Aqui, a gente fica parado, sem dormir, com noia batendo na cabine. É um descaso total.”, destacou Duvanir. (Fonte: A Tribuna e Blog do Caminhoneiro)
 

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