Faça sua doação para nosso projeto clicando no botão ao lado.

Home / Artigos

Quando a presena de Deus est distante

 Sobre a situação dos caminhoneiros no último mês.

Quando o governo priorizou as rodovias, como principal meio de transporte no Brasil, não deve ter imaginado a confusa situação que estamos vivenciando nos últimos dias.

Cremos que o objetivo do projeto era de implantar boas estradas, pavimentadas e sinalizadas cruzando o país de norte a sul, e de leste a oeste, com ramificações para todos os lados, propiciando condições para escoar a produção agropecuária crescente em todas as regiões.

Os demais meios de transportes não tiveram o mesmo incentivo; a ferrovia, que no final do século 19 até meados do século 20, foi a valente mola propulsora no avanço da civilização pelo interior dos estados, criando importantes cidades, hoje está desativada, sucateada e as linhas que teimam em funcionar estão obsoletas, desgastadas e com extrema falta de manutenção. Fatores causadores de sérios e constantes acidentes no transporte de cargas. A hidrovia é outro meio esquecido, valendo observar que falhas já eram detectadas no próprio planejamento onde barragens construídas para propiciar navegação não contam com eclusas, necessárias para os barcos avançarem maiores distâncias no transporte de produtos.

Voltando à situação atual nas rodovias, e ao movimento de reivindicações dos caminhoneiros que demonstra o grande poder de influência na economia do país, já que, praticamente, tudo está na dependência do transporte rodoviário.

Há muita preocupação do governo, pela impossibilidade em atender, ou mesmo negociar os itens reivindicadores, e justos. Mas, há que se tomar medidas urgentes com respeito à situação das estradas mal sinalizadas, esburacadas e sem a necessária conservação; do alto custo do combustível, dos pedágios, dos impostos, da temida insegurança nas estradas e tantos outros problemas. A preocupação está, também, no desabastecimento no comércio. Os caminhões parados refletem em todas as áreas: a produção que não tem como sair do campo, os laticínios que estão jogando produtos por não ter como estocar, frigoríficos que estão parados, e com suas câmaras frigoríficas estocadas; a pecuária e avicultura aguardando as rações que estão nos caminhões bloqueados. Tudo gera a iminente falta de produtos, principalmente os de primeira necessidade e a consequente alta de preços dos que chegarão ao comércio varejista. E a inflação que deveria estar contida, caminha para uma elevação nada confortável para a economia geral do país.

Que nos unamos em oração, pedindo a Deus que dê sabedoria às lideranças envolvidas, com paz e tranquilidade, para que a solução seja a melhor, ou a menos pior, para todos. (jam)
 

Compartilhe