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Uma conversa ntima com Deus

A oração faz bem quando sentimos o alívio e o conforto que ela nos dá. 

Porque será que o privilégio da oração se apresenta, muitas vêzes, como se fôsse uma tarefa dificil, sem sentido, até mesmo impossível?

Pela simples razão de vivermos nós ausentes do ambiente espiritual que é a essência da oração e a faz possível: a comunhão com Deus.

Sem comunhão com Deus não há oração realmente.

Pode haver repetição de palavras ou frases, mecânicamente e friamente anunciadas, mas falaremos aos ventos. Nossa Oração não atingirá o trono da graça.

No meio da conturbação da vida moderna é bem possível que nos vejamos de tal maneira absorvidos e envolvidos por preocupação e anseios que o espírito se isole inteiramente de Deus.

Nesse caso a oração se torna um fardo difícil e indesejável.

A oração faz bem quando sentimos o alívio e o conforto que ela nos dá.

Esse alívio e conforto só se experimenta na comunhão real com Deus: quando falamos e somos ouvidos; quando separados dos homens, sentimos a presença real do Senhor; quando a oração é escada de Jacó por onde sobem e descem os anjos.

Quando é como rádio transmissor e receptor.

A oração que alivia, que refrigera a alma, que revigora o espírito; que dá paciência para esperar soluções posteriores; que nos coloca naquela postura espiritual de quem descansa em Deus, só é possível quando nos desligamos das preocupações terrenas absorventes para uma conversa íntima com Deus.

É assim que vale a pena orar.

(Rev. Wilson Castro Ferreira – Brasil Presbiteriano Ano IX – n. 1 – 01/01/1966)
 

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