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S o Senhor Deus!

“Uns confiam em carros e outros em cavalos”.

Às vezes, me pego lembrando de histórias que ficaram marcadas. É o caso de um caminhoneiro que tinha muita adoração pelo seu caminhão.


Era um caminhão muito bonito e super conservado. Era o seu ganha-pão, sempre correspondendo às exigências no dia a dia de trabalho.
No início, achava que os cuidados faziam parte da manutenção que tudo e todos devem ter, corrigindo e fazendo a troca de peças desgastadas, reajustando e repertando parafusos. Lavando e limpando cabine e carroceria. Afinal, um “trato na máquina”.


A cada dia, o apego ultrapassava os limites, e o domingo era dia exclusivo para tratar do caminhão. Começava cedo a limpeza geral que só terminava quase ao anoitecer. O interior da cabine também ficava brilhante e perfumado. Local que raramente permitia a entrada de outras pessoas.


Esse amor excessivo pelo caminhão passou a causar problemas no sustento da própria família, gastando dinheiro com supérfluos nos enfeites para o seu “deus”. Na verdade, a idolatria pelo caminhão era mais que exagerada.


Até que, aquela bela pintura original, de tanta cêra e flanelas esfregadas, foi sumindo deixando transparecer a cor branca-fundo-de-pintura. O brilho sempre impecável, passou a mostrar uma outra pintura, feia e desbotada.


No Salmo 20:7, Davi diz: “Uns confiam em carros e outros em cavalos”. Esse caminhoneiro interpretava: “Eu confio no meu caminhão e nos cavalos do seu motor”, ficando somente com a primeira parte do versículo, até que... ele não se deu conta e o caminhão envelheceu, os consertos passaram a ser mais exigentes, em termos de custos e o tempo que ficava parado nas oficinas “abriu brecha” para os concorrentes assumirem os transportes que ele fazia. Não demorou para que os altos gastos e o baixo retorno o obrigassem a se desfazer do seu “deus”. Foram dias de profunda depressão.


Com os cobradores à bater em sua porta, a saída foi descer do pedestal de lembranças do seu “deus”, cair na realidade e trabalhar como simples motorista de velhos caminhões de transportadora.


Foi numa dessas transportadoras que um colega de trabalho, vendo sua tristeza, lhe falou do verdadeiro Deus. Aquele que não quebra, não envelhece, não desbota e nem vai para as oficinas. É o Deus que cuida de nós, que nos fortalece e até nos carrega quando enfraquecemos ou atravessamos grandes tribulações.


Esse Deus ele não conhecia, porque quando ouviu, gravou somente a primeira parte do versículo 20:7, do livro de Salmos. Se tivesse lido ou ouvido a segunda parte: “mas nós faremos menção do nome do Senhor nosso Deus”, e nela se firmasse, a história seria diferente.


Hoje, sua vida é mudou! Reconheceu o erro cometido ao endeuzar o que a traça e a ferrugem corroeu, levando-o a desgraça. Felizmente, houve quem o levou a conhecer o versículo completo e toda a Bíblia Sagrada, para lhe dar a direção no caminhar confiante sob os cuidados e bênçãos do Senhor. Sua situação melhorou, o relacionamento familiar foi restaurado e o veículo que tem, ele o conserva, lava e cuida, sendo apenas a condução que Deus colocou aos seus cuidados, a quem segue fielmente com muita alegria. (jam)
 

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