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Atento ao chamado missionrio

Proclamando as boas novas em todo tempo e em todos os lugares.

“O vento assopra onde quer, e ouves a sua voz, mas não sabes de onde vem e nem para onde vai...” (Jo 3.8), assim são as oportunidades que Deus nos apresenta para falarmos da Sua Palavra e algumas vezes até obedecemos.


Entretanto... na grande maioria, deixamos a ocasião passar, mesmo quando a situação se apresenta favorável.


Isso me traz à memória um rapaz que conheci em São Paulo, mais precisamente em Osasco. Jovem simples que fora criado pela avó, sempre nos Caminhos do Senhor.


Robson Figueiredo, ainda criança aprendeu tocar violão e gaita de boca. Gostava de cantar e tinha o sonho de ser cantor de sucesso com músicas que estariam tocando em todas as rádios e canais de TV.


Deus lhe dera o dom musical. E na roda de amigos ele tinha o prazer de mostrar sua voz, que ele mesmo acompanhava ao som do violão e da gaita, geralmente imitando os principais artistas da música sertaneja.


Mas, com a morte da avó, caiu em profunda depressão e tristeza que o levou ao fundo do poço e tremendo lamaçal.


E, foi ali que Deus o chamou! Pela profunda misericórdia ele atentou para os dons que o Senhor lhe dera e o que Ele esperava que fizesse. Se lembrou dos ensinamentos de sua querida avó, o Caminho do certo e o que seria errado e aos poucos, dedilhando o surrado violão foi compondo músicas como que uma oração.


Aquilo deu um novo ânimo. Deus também lhe dera uma nova estratégia pois, como poderia passar aquelas mensagens se a correria do dia a dia não dava chance das pessoas pararem para ouvi-las? Foi no trem de subúrbio que logo pela manhã ele usando seus instrumentos ia cantando e tocando para uma plateia, obrigatoriamente fixa que ouvia tudo sem sair do lugar, a não ser quando chegava ao ponto de desembarque.


Sem perda de tempo ele nem saia da estação final para se acomodar em outro trem e continuar a cantoria que lhe rendia algumas doações favorecendo seu sustento e incentivo a se firmar na Obra.


Depois, animado por amigos e pelas necessidades de subsistência, passou a gravar seu repertório, em fitas K-7 e vender aos passageiros, companheiros naquele incansável vai e vem das viagens. Tudo estava dando certo até que pessoas contrárias às atividades cristãs reclamaram junto a segurança ferroviária e estes passaram a perseguir e expulsá-lo dos vagões e, não raramente, agredi-lo fisicamente.


Mas ele nunca desistiu do chamado. O violão era difícil de esconder dos seguranças que já haviam tomado e destruídos dois deles, a gaita por ser um instrumento pequeno e fácil de dissimular, era o recurso que usava intercalando com a própria voz no apresentar a Mensagem de Deus.


Não sei se suas músicas foram gravadas em discos, CDs ou tocadas em rádios ou TVs. O que soube é que pessoas haviam conhecido Jesus, se convertido e mudado a história de suas vidas, influenciados pelo trabalho incansável de Robson e pelo conteúdo nas letras das músicas que ele cantava. Pessoas que após a conversão o convidavam para cantar e testemunhar em suas igrejas.


A última vez que soube do Robson Figueiredo é que havia se casado e formado uma família missionária, continuando um servo usado por Deus em toda e qualquer oportunidade que o Senhor lhe abrisse as portas.


E você? Como está seu coração quanto ao atender o chamado de Deus para ir; contribuir ou orar se envolvendo com missões? É tempo de obedecer ao “Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-os a guardar todas as coisas que vos tenho ordenado. E eis que estou convosco todos os dias até a consumação do século.” (Mateus 28:19 e 20).(JAM)
 

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