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Mulher, bno de Deus!

 Sobre o dia das mulheres!

Conheço a história de um rapaz de família de padeiros que, após o casamento, passou a fazer parte de uma família de caminhoneiros. Recém-casado e, por livre e espontânea pressão dos sogros, não demorou para acrescentar em sua CNH as letras que habilitam a dirigir caminhões... passando a ser o mais novo caminhoneiro da família. Era um trabalho tranquilo, com “tiros de curta distância”, estando em casa todos os dias, saindo bem cedo e voltando antes do anoitecer. Nos primeiros dias, achou estranho levantar tão cedo, antes mesmo do sol raiar. E, mais estranho era o horário que esposa levantava... era madrugada e fora da casa era só escuridão. Não demorava muito, e logo sentia o cheiro gostoso do café que estava passando pelo coador. Rapidamente se levantava para se deliciar com o quentinho café com leite, pão e às vezes um bolo assado no dia anterior, enquanto a esposa preparava as marmitas para os caminhoneiros da casa (sogro, cunhado e ele). Terminado o café, com beijo e forte abraço se despediam com ela dizendo: Que Deus o abençoe em mais este dia! Ele ia para o caminhão e ela voltava para dormir mais um pouco, até que o sol aparecesse, porque as atividades do dia sempre eram “puxadas”. Fosse como professora, nas aulas da escola rural na cidadezinha próxima ou na parte que lhe era atribuída como “dona de casa”. Meses depois, ocupava o tempo que sobrava para preparar as roupinhas delicadamente bordadas para o enxoval do bebê que estava a caminho, a família ia aumentar. Foram poucos os anos de caminhoneiro e de professora, para o casal. Deus tinha outra direção de trabalho para eles, mudando-os até de cidade. O que não mudou foi o amor que o Senhor colocou no coração daquele jovem casal, presenteando e alegrando-os com duas belas filhas. Por várias vezes ele chegou a pensar... esse Deus é maravilhoso mesmo, já havia me presenteado com uma esposa linda e dedicada e, mais linda ficou depois do nascimento das filhas. Mas, o que ele não sabia era que essa preciosa esposa, de fé inabalável, dobrava os joelhos e orava todos os dias para que o marido encontrasse o Caminho, a Verdade e a Vida. Milagre que, pela dureza no coração e falta de entendimento dele, só veio acontecer vinte anos após o casamento... Deus é fiel, e honrou o tempo que ela havia dedicado pela salvação do marido. “Porque o marido incrédulo é santificado no convívio da esposa...Doutra sorte, os vossos filhos seriam impuros; porém, agora, são santos” (1Co 7.14). Obrigado Senhor! Por ser esse ex-caminhoneiro e poder testemunhar a bênção de esposa que o Senhor me presenteou.
José Augusto Marins
Missionário – Projeto Fé na Estrada
 

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