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Maturidade espiritual

 Reflexão do Rev. Cláudio Correa dos Reis (membro do ministério Nossa Missão).

Há coisas da nossa infância que não esquecemos jamais. Especialmente aquelas que só podemos compreender quando adultos. É comum ouvirmos: “só entendi aquilo depois que cresci”. Eu também “tenho coisas da infância que só entendi depois que cresci”. Uma delas é a expressão que a vovó usava quando percebia algum traço de egoísmo em meu comportamento. Com doçura ela dizia: “Venha a nós tudo, mas ao vosso reino nada, não é?”. Mal sabia a vovó que com quatro ou cinco anos de idade eu não conseguia entender o significado daquelas palavras; sabia somente que devia ter feito alguma coisa que ela não gostara...


Na Igreja cristã esta também é uma realidade. Há coisas que só os adultos podem compreender com profundidade. A maturidade é uma virtude rara em nosso meio, e muitas vezes confundida apenas com o tempo de igreja ou com os cargos que uma pessoa ocupa. Ao aceitar isto as pessoas se iludem, e nesta ilusão são impedidas de buscar com maior perseverança a “estatura do varão perfeito”.


Um aspecto pouco observado da maturidade é o que a vovó tentava me ensinar ao dizer: “Venha a nós tudo, mas ao vosso reino nada”, ou seja, a capacidade de dar, de fazer sacrifícios, de doar e doar-se em favor do Reino. Estas são coisas que só espiritualmente adultos podem entender com profundidade. É triste, mas é a realidade: nossa dificuldade em entender “que mais bem aventurada coisa é dar do que receber”, ou ainda que “Deus ama quem dá com alegria”, demonstra o quanto ainda precisamos da graça de Deus atuando em nós a fim de produzir a maturidade.

Que Deus nos abençoe.
 

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