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A professora m que salvou um aluno pssimo!

 Sobre esse dia especial!

É quase fim de sábado, 15 de outubro – dia dos professores! Deveria ter pensado antes, mas como essas coisas não acontecem a todo momento, resolvi escrever um pouco sobre o tema acima.

Soube de uma professora má, daquelas rabugentas e que pegam no pé dos alunos de forma desnecessária:
- Seu cabelo está despenteado!
- Sua letra é um garrancho!
- Se eu ganhasse 1 centavo por cada erro de português que você comete, eu estaria rica!
- Do jeito que você se comporta, não “dará em nada”!

Enfim, você deve saber do que estou falando. Bom, havia um menino próximo dos 10 anos ou menos que entrou para a turma dessa professora. Não era um tempo favorável para esse pestinha. Andava com sua “gangue”, matava aula e quando não, pouco prestava atenção! Acontece que ele ao ser cobrado pela professora não conseguia respondê-la como seus outros colegas. Não se sabe se por medo, ou covardia.

Depois de semanas seguidas de broncas e notas baixas, a professora estipulou que se não trouxesse os pais no dia seguinte não poderia assistir aula.

Sem opções o garoto consentiu e avisou a mãe. Imagina o que aconteceu!

Dia seguinte menino sentado no banco cinza de concreto e os pais dentro da sala com a megera. Quando a mãe sai de dentro está ruborizada, olhos de choro e um definitivo: Vamos embora!

Aquela tarde não foi de festa por “matar aula de forma legalizada”, afinal a própria mãe havia chamado, mas de uma conversa marcante:
- Sua professora disse que seu lugar é a FEBEM!

O medo do garoto era de que a mãe tivesse concordado! Mas, não! Sua mãe o havia defendido.
Para encurtar a história, aquele ano terminou aos trancos e barrancos! Mas a professora má nunca mais deixou a cabeça do menino, talvez o tenha marcado mais do que qualquer outra.

Porém, apesar de todos os adjetivos pejorativos dessa narrativa, ela o marcou positivamente! De uma forma inusitada, pouco convencional e não indicada, ela o fez ver que aquela vida não era a sua! Que aqueles hábitos não eram para ele! E mesmo mostrando somente as sombras ela o aproximou da luz!

Nessa relação conflituosa e pouco amável aconteceu o milagre da educação, convenhamos que de forma bruta, mas quem disse que milagres não acontecem assim também?!

O menino sou eu! Talvez tenha exagerado em alguma parte da história, mas já passaram 20 anos desses eventos. Hoje procuro ajudar meninos como eu fui, quem sabe algum deles “dê em alguma coisa”.

Rev. Leonardo
 

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