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Como perder um voluntrio

Aqui fazemos algumas considerações sobre o trabalho voluntário e o risco de perder essa força por descuidos.

A vida da igreja é em grande parte movida por trabalho voluntário. As agências missionárias, por outro lado tem seus missionários remunerados, mas não estão de nenhuma forma menos dependentes de pessoas que, movidas por uma causa entregam sua vida, recursos e tempo em prol do Reino de Deus.
Porém, como sugere o título desta reflexão é possível agir de maneira tal que os voluntários tenham desilusões e venham a desistir de projetos. Isso acontece com o trabalho missionário e com a igreja. Quero destacar algumas coisas que podem contribuir para perder  essa "mãoâ€deâ€obra" e alertar a todos nós sobre os cuidados que devemos ter.
Primeiro, muitos voluntários perdem o interesse porque não têm uma visão clara do porquê estão realizando determinado trabalho. Isso acontece quando a instituição não tem objetivos claros, por exemplo, na arrecadação e aplicação de recursos. É muito comum ouvir que o  grande problema é falta de dinheiro, porém, na maior parte das situações não se sabe claramente onde a arrecadação tem sido empregada. Muitos projetos são extremamente dispendiosos por falta de planejamento.
Segundo, que pode afastar um voluntário é a falta de treinamento e a cobrança. Por exemplo, em qualquer igreja que você vá, certamente ouvirá: "É necessário pregar o evangelho, discipular pessoas, fazer missões!" Mas poucas vezes é oferecido treinamento e acompanhamento para que isso seja realizado. E neste caso não há outro meio a não ser acompanhar os interessados na prática.
Por fim, eu diria que a terceira causa de abandono do voluntariado seria não ver os resultados esperados. Neste caso o que devemos fazer é no momento do treinamento dos novos voluntários preparáâ€los e orientáâ€los em todas as possibilidades. Desta forma, a desilusão não os afastará do trabalho.
Um grande ícone bíblico quanto a liderança é Neemias. No relato de sua história podemos ver que ele planeja com cuidado sabendo os recursos necessários (Ne 2); preparou e designou tarefas específicas a cada uma das pessoas que com ele estavam (Ne 3), e por fim com sua fé e clareza da direção de Deus motivou e instruiu o povo até que o trabalho estivesse concluído (Ne 5 e 6).
Que sejamos nós instrumentos de bênçãos na vida daqueles que Deus nos confia, motivando, cuidando e preservando a cada um, para que o trabalho do Senhor avance sempre.


Rev. Leonardo Veríssimo

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